Projeto Acadêmico
2026
Ocultando investimentos em redes não seguras
Para reduzir a sensação de insegurança e necessidade de um segundo celular, criei uma função que oculta investimentos e extratos automaticamente fora de redes Wi-Fi marcadas como seguras.

Visão Geral
Como projeto de conclusão da pós-graduação em parceria com o Itaú, a proposta era resolver um problema real que ampliasse a atuação do banco além do setor financeiro.
Entendendo o problema
Segurança pública e o medo de roubos e furtos
Sem acesso a pesquisa interna do Itaú, decidi que a melhor forma de sair do abstrato era ir às fontes disponíveis: reclamações reais, discussões públicas e dados de segurança já existentes.
Reclame Aqui
Encontrei diversas reclamações e relatos sobre problemas após roubos e furtos de celular. Em que o problema era a ausência de um caminho de proteção resolutivo.
Usuários que não recebiam instruções claras declararam que “não voltariam a fazer negócio com o Itaú”. No entanto, respostas compreensivas e eficientes restauraram a confiança.
Para me aprofundar no comportamento dos usuários frente a proteção contra roubos e furtos, analisei fóruns de brasileiros no Reddit onde os relatos costumam ser mais espontâneos e menos filtrados que em canais oficiais de reclamação.
"Eu nunca fui assaltado e há pouco histórico desse tipo de crime na minha região. De qualquer maneira eu trato esse celular como meu “cofre”, e deixo ele em casa (ele inclusive fica num cofre físico). No meu celular do dia a dia tenho o app do Nubank com 1000 reais apenas para pix eventuais.”
Relato de usuário
“Utilizo a pasta nativa da Samsung, criptografada e oculta. Meus apps de banco ficam todos nela. Mesmo pegando meu celular desbloqueado, não consegue fazer nada. Não tenho nenhum app de banco instalado fora da pasta."
Relato de usuário
“Se eu não tivesse celular, seria o equivalente a andar com todo o dinheiro que tenho nos bolsos. Então no meu celular principal, só conta com dinheiro baixo e o resto fica em casa, na vibe de esconder o dinheiro embaixo do colchão."
Relato de usuário
Desk Research
Para dimensionar o problema busquei dados públicos de segurança e descobri que:
34% dos brasileiros optam por ter um segundo celular para aplicativos bancários, por medo de roubo.
917.748 celulares foram roubados ou furtados no país em 2024, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Em São Paulo, são registrados 500 roubos de celular por dia, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública.

Personas e jornada dos usuários
Ao mapear personas e jornadas do usuário usando o aplicativo na rua, percebi que o problema ia muito além do roubo do celular. A sensação de insegurança vinha do medo de ver todo seu patrimônio desaparecer de uma hora para a outra.
Análise dos concorrentes
Então realizei uma análise dos concorrentes e identifiquei que o Itaú havia acabado de lançar o “Modo Protegido”. Sistema que visa criar limites de transferências fora de redes wi-fi cadastradas como “seguras”. Mas comparando com os concorrentes (Nubank, Inter, C6, Revolut) identifiquei que não havia uma função de Ocultar Investimentos, Extratos ao usar o app na rua.

How Might We
Como poderíamos reduzir a sensação de insegurança contra roubos e furtos para clientes do Itaú sem que precisem usar um segundo celular?
Solução
Modo Protegido
Para garantir mais tranquilidade fora de casa, o fluxo agora inclui ocultar investimentos e extratos automaticamente. Com uma copy direta e focada na proteção do patrimônio. Além de um novo componente de "Locais Seguros", que eliminou uma tela de carregamento, reduzindo a percepção de espera.
Local Seguro
Aprofundei as configurações de Locais Seguros para permitir ajustes rápidos. O usuário agora pode definir a visibilidade do patrimônio, gerencia limites e bloquear crédito ou empréstimos, garantindo proteção de ponta a ponta contra roubos e furtos
Wireframes

Telas
Protótipo Final


Modo Protegido

Locais Seguros
Aprendizados
Sistemas existentes e o impacto da falta de contexto
Projetar para sistemas existentes e o impacto da falta de contexto, acredito que esses foram os maiores aprendizados, afinal por ser um projeto acadêmico com um briefing pré estabelecido, em momento nenhum a ideia do projeto era melhorar o trabalho de um dos melhores times de design do Brasil, e lidar com o impacto da falta de contexto foi um grande desafio, além do escopo não lidar com questões de sistema, vida real, dificuldades de implementação e atualizar um produtos com milhões de usuários, mas acredito que foi um bom aprendizado principalmente em projetar para um produto já existente com padrões de interface e sistema da marca bem definidos e treinar o olhar e técnica recriando essas interfaces e padrões.
